Os nossos amigos Gatos

Ao longo deste blog vai ser possível conhecer algumas curiosidades felinas e aprender mais sobre estes adoráveis animais.
Aqui encontra um guia prático com todas as informações que o dono responsável precisa de saber.
Sejam bem-vindos ao mundo das Curiosidades Felinas!



terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sentidos dos Gatos

Ao contrário do cão, que só conta com o olfacto muito desenvolvido, o gato aplica todos os seus sentidos, por serem extremamente desenvolvidos. Muitos zoólogos acreditam que os gatos são os mamíferos mais sensitivos. No entanto, medir e classificar os sentidos dos animais é bastante difícil, principalmente por que não existem meios explícitos de comunicação entre o objecto do teste e o examinador.
Imagem retirada de: aquisoentramgatos.blogspot.com
Visão

Testes indicam que a visão aguçada dos gatos é largamente superior no período nocturno em comparação aos humanos, mas menos eficaz durante o dia. Os olhos dos gatos possuem a tapetum lucidum, uma membrana posicionada dentro do globo ocular que reestimula a retina ao refletir a luz na cavidade. Enquanto este artifício melhora a visão nocturna, parece reduzir a acuidade visual na presença de luz abundante. Quando há muita luminosidade, a pupila em formato de fenda fecha-se o máximo possível, para reduzir a quantidade de luz a atingir a retina, o que também resguarda a noção de profundidade. O tapetum e outros mecanismos dão aos gatos um limiar de detecção de luminosidade sete vezes menor que a dos humanos.

Gato com heterocromia a reflectir a
luminosidade nocturna através do
 tapetum lucidum.
No gato doméstico, o brilho nocturno dos olhos é verde, excepto nos gatos de olhos azuis. Nestes, o brilho é vermelho. Isto acontece porque os gatos de olhos azuis são parcialmente albinos não possuindo determinados pigmentos. São, portanto, os vasos sanguíneos que brilham à transparência.
Estudos indicam que as células detectoras de cor da retina dos gatos são sensíveis aos tons das cores verde, amarelo e azul, fora o preto e branco.
Os gatos têm, em média, campo visual com abertura estimada em 200°, contra 180° dos humanos, com sobreposição binocular mais estreita que a dos humanos. Como em muitos predadores, os olhos ficam posicionados na parte frontal da cabeça do animal, ampliando a noção de profundidade em detrimento da largura do campo de visão.
O campo de visão depende principalmente do posicionamento dos olhos, mas também pode estar relacionada com a construção dos olhos. Ao invés da fóvea, que dá aos humanos excelente visão central, os gatos têm uma faixa central marcando a intersecção binocular. Aparentemente, os gatos conseguem diferenciar cores, especialmente à curta distância, mas sem subtileza apreciável, em termos humanos. Os gatos também possuem uma terceira membrana protetora dos olhos, a membrana de nictação, que é o acto de fechar os olhos instintivamente na presença de luz intensa. Essa membrana fecha parcialmente quando o animal está doente. Se o gato mostra frequentemente essa terceira pálpebra, é um indicativo de doença.

Audição

Imagem retirada de: backyardnature.net
O gato possui trinta e dois músculos nas orelhas, enquanto o ser humano possui apenas seis. São estes músculos que permitem ao gato movimentar uma orelha independentemente da outra, rodando até 180º. Esta mobilidade permite-lhe também localizar com exactidão a proveniência de um determinado som.
O formato das orelhas do gato permite-lhe aumentar a intensidade dos sons, por isso eles ouvem melhor que os humanos. É também por esta razão que os gatos não gostam de sons muito altos e não deve ser exposto aos mesmos.
Os gatos captam o som a partir dos 20 Hz até aos 65 KHz, enquanto que nos humanos a captação dos sons varia apenas entra os 20 Hz e os 20 KHz. Os gatos conseguem ouvir facilmente sons agudos, o que lhes permite localizar presas como ratos, através dos guinchos agudos que fazem para comunicar.
O ouvido dos gatos é extrememente apurado, conseguindo precisar com margem de erro de 7,5 cm a localização de uma fonte sonora a um metro de distância e distinguir a localização de duas presas separadas por 10 cm a 2 metros de distância.
No ouvido interno, encontramos o aparelho vestibular responsável pela manutenção do equilíbrio. Nos gatos, este sistema assume particular importância, uma vez que os felinos aventuram-se frequentemente para sítios altos. Extremamente sensível a qualquer mudança, são estes órgãos que dão a indicação ao gato para se virar enquanto cai, para que consiga aterrar com as patas no chão.

Olfacto

Imagem retirada de: lovemeow.com
O olfacto de um gato doméstico é 14 vezes mais apurado que o do ser humano. Os gatos possuem duas vezes mais células receptoras de odores que os humanos, o que significa que conseguem sentir odores que os humanos nem sequer detectam.
Através do olfacto, conseguem detectar presas, alimentos, indicações de perigo e «mensagens» presentes na urina e fezes de outros animais. Moléculas de cheiro fixam-se às membranas adesivas que revestem a "concha nasal", ao mesmo tempo os gomos gustativos da língua detectam os químicos presentes na comida.

Os gatos possuem no céu da boca um órgão sensorial, denominado vomeronasal ou órgão de Jacobson. Este órgão permite ao gato detectar determinados compostos químicos dos odores, bem como feromonas. Quando o gato está a cheirar algo e abre a boca, está a permitir a entrada desse cheiro no órgão vomeronasal, que envia os odores ao hipotálamo, no cérebro, permitindo-lhe identificar a origem desse cheiro. Quase se pode afirmar que os gatos sentem o «sabor» do cheiro.

Tacto

Imagem retirada de: nature.com
Os gatos geralmente apresentam uma dúzia de bigodes, dispostos em quatro fileiras sobre os lábios superiores, alguns nas bochechas, tufos sobre os olhos e no queixo. Os Sphynx - gatos quase sem pelos - podem ter bigodes normais, curtos ou sequer apresentá-los. Os bigodes auxiliam na navegação e tacto. Podem detectar pequenas variações nas correntes de ar, possibilitando ao gato descobrir obstruções sem vê-las, facilitando o deslocamento na penumbra. As fileiras mais elevadas dos bigodes movem-se independentemente das inferiores para medições ainda mais precisas.

Especula-se que os gatos podem preferir guiar-se pelos bigodes especializados do que dilatar as pupilas na totalidade, o que reduz a habilidade de focar objectos próximos. Esses pelos também alcançam aproximadamente a mesma largura do corpo do bicho, permitindo-lhe julgar se cabe em determinados espaços.
O posicionamento dos bigodes é um bom indicador do humor do felino: apontados para frente, indicam curiosidade e tranquilidade; colados ao focinho, indicam que o gato assumiu uma postura defensiva e agressiva. Recentes estudos de fotografias infravermelhas de gatos a caçar demonstram que eles também utilizam os seus bigodes para determinar se a presa mordida já está morta. Observa-se nas fotos que, ao aplicar a mordida fatal à vítima e posteriormente a manter apertada entre as mandíbulas, os seus bigodes "abraçam" ou rodeiam completamente o corpo da presa para detectar uma possível mínima vibração como sinal de que a caça ainda possa estar com vida. Crê-se que este fenómeno é usado para proteger o próprio corpo do felino, porque muitas das suas vítimas, como os ratos, ainda podem mordê-lo e/ou lesioná-lo, se o predador as levar à boca quando ainda estão com vida.

Paladar

Imagem retirada de: commons.wikimedia.org
Os gatos distinguem o sabor dos alimentos através de nervos que possuem na língua. No entanto, só comem o que cheira bem, e não o que tem um bom sabor.
A língua e garganta dos gatos são cobertas por milhares de papilas gustativas que lhe permitem distinguir bem o sabor dos alimentos, à excepção do sabor doce. No entanto, tal como outros carnívoros, os gatos preferem sabores salgados, amargos ou ácidos. Estes felinos têm dificuldades em digerir o açúcar, que por vezes lhes pode provocar diarréia e outros problemas digestivos.
O chocolate e uvas passas, por exemplo, são venenosos para os gatos, podendo a sua ingestão levar à morte. Quando o gato ingere algo que tem sabor desagradável ou é venenoso, saliva abundantemente para se livrar desse sabor. Por vezes, os gatos domésticos salivam abundantemente quando lhes são administrados medicamentos.
Antes de ingerir qualquer alimento, os gatos precisam de o cheirar bem, de forma a certificar-se que o alimento não lhes é prejudicial, contando com a ajuda do órgão vomeronasal.
As línguas dos gatos são bastante ásperas e muito menos húmidas que as dos cães. No entanto, as suas línguas não são apenas órgãos gustativos. A sua aspereza permite-lhes raspar a carne dos ossos das suas presas, bem como «pentear» o seu próprio pelo, ajudando a livrar-se dos pelos mortos e da sujidade agarrada.


Informação recolhida de: Wikipédia; tudogato.com; revistagalileu.globo.com; animal.discovery.com

2 comentários:

  1. Gatos são seres fantásticos nunca me canso de admirar a perfeição que são meus gatinhos, mesmo vira latas são lindos demais!!!

    Beijos e adorei o post perfeito!!!

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  2. amei o post, muitas coisas esclarecidas. parabéns!!

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